Muitos vivem presos neste armário da religião tratando outros como inferiores, acham-se “super-espituais”. O Evangelho pregado não é o evangelho vivido. Cristo nos chama a desfrutarmos de sua presença, o Pai deseja que o adoremos em espírito e em verdade e não que vivamos ostentando placa denominacional (João 4:24). As igrejas estão mais cheias de nós mesmos do que da presença de Deus, porque nos achamos santos, perfeitos o que na verdade não tão assim. Estamos em constante processo de santificação. Thomas Merton disse: “Um santo não é alguém bom, mas alguém que experimenta a bondade de Deus”. Santo não é aquele que se separa do mundo, se anulando das amizades e vivendo como um delegado do céu, santo é aquele de desfruta da bondade do Senhor de modo que passa a tê-la dentro de si e compartilha essa bondade com outros. Em muitos “cultos” que são feitos hoje nas igrejas Deus nem se faz presente para receber o tal culto, porque as pessoas estão muito mais preocupadas consigo do que com o próximo. Por estarem no armário da religião estão alienadas, muito mais preocupadas com o que vão ganhar “adorando a Deus” do que em levar outras pessoas a adorarem de fato o Senhor.
Brennan Manning em seu livro o evangelho maltrapilho fala que “de acordo com uma antiga lenda cristã, um santo certa vez ajoelhou-se e orou:
- Caríssimo Deus, tenho um único desejo na vida. Dá-me a graça de jamais ofender-te novamente.
Quando ouviu isso, Deus começou a rir em voz alta.
- É o que todos pedem. Mas se eu concedesse essa graça a todos, me diga, quem restaria para perdoar?”
É por esse motivo que precisamos sair do armário da religião e ver que o motivo de existir igreja é porque existem pecadores. “E disse-me: A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, me gloriarei nas minhas fraquezas, para que em mim habite o poder de Cristo”. (2 Corítios 12:9) O que nos basta não é a igreja, não são as normas institucionais, o que nos basta é a graça do Senhor que mesmo na nossa fraqueza o poder do Senhor se aperfeiçoa em nós.
Saíamos do armário da religião e nos enraizemos no Evangelho de Cristo, voltemos a essência que é ser discípulo de Cristo e não de homens.
Nele que não nos quer no armário da religião, mas nos chama para trazermos outros para o Caminho da graça.
Daniel Lima
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